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Como é voar para a Europa pela Ethiopian Airlines

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Minha primeira viagem para a Europa foi com a Ethiopian Airlines, uma companhia aérea da Etiópia que até então eu nunca tinha ouvido falar. Era novembro de 2014 e eu achei uma super promoção de passagem de São Paulo para Frankfurt. Meu namorado estava morando na Alemanha, então essa era a oportunidade perfeita para visitá-lo.

Fiquei toda empolgada, mas quando prestei atenção vi era um vôo de 26 horas, saindo de São Paulo (e eu moro em BH), passando por dois países africanos e só então chegando na Alemanha. Além disso, era de uma companhia que eu nem sabia da existência. Fiquei com medo, mas pesquisei um pouco e li relatos de pessoas que tiveram boas experiências. Então, resolvi aproveitar a oportunidade e, duas semanas depois estava em solo europeu.

Eu comprei minhas passagens pelo Decolar, mas também é possível fazer a compra diretamente no site da companhia, precisando apenas de um cartão internacional.

A COMPANHIA
A Ethiopian é a única empresa que voa no Brasil com o avião mais moderno do mundo, o Boeing 787 Dreamliner. Todos os voos que saem daqui fazem escala em Lomé, capital do Togo, e conexão em Addis Abeba, capital da Etiópia.

No Brasil, os voos saem e chegam apenas em Guarulhos e, pelo preço relativamente baixo, é uma ótima opção para quem quer ir para outros continentes, principalmente África, Ásia e Oceania. Durante as “milhares” de horas de voo, conheci algumas pessoas que estavam indo para a África do Sul e outras voltando da Tailândia.

OS VOOS
De Guarulhos até a Etiópia, o voo foi no tal avião mais moderno do mundo, enorme e super espaçoso! Ele é dividido em três fileiras, cada uma com três assentos. Por ser muito grande, e não muito popular no Brasil, o avião estava bem vazio. Na volta, eu vim da Etiópia até São Paulo com três banco só para mim e dormi muito!

Escala em Lomé, Togo

Já vou logo pedindo desculpas pelas fotos, que estão horríveis. Nem pensava em ter blog naquela época, então não me preocupei em fotografar.

A escala em Lomé durou menos de duas horas e eu nem pude sair do avião. Chegando na Etiópia eu tive que descer, já que o próximo voo sairia apenas quatro horas mais tarde e haveria troca de aeronave. No próximo tópico eu falo um pouco melhor sobre minhas horas em Addis Abeba.

Apesar de super simpática, a tripulação não fala nem uma palavra em português e acredito que nem em espanhol. Todos os avisos eram dados em inglês e amárico, idioma oficial da Etiópia. Para mim, a pior parte do voo foi o entretenimento, ou a falta dele. O avião tem televisão e várias opções de filmes, mas a maioria era filmes africanos e alguns não tinham nem mesmo legenda em inglês. Então, se você for voar pela Ethiopian, principalmente com crianças, leve suas próprias opções de entretenimento. Cada assento tem uma tomada USB, então dá para carregar celulares e tablets.

A comida também foi um pouco complicada, mas foi uma experiência legal. Eu nunca comi tanto em um avião igual comi nessa viagem. Se não me engano, de SP até Addis Abeba foi oferecido um jantar, um lanche de madrugada, café da manhã e almoço. De Addis Abeba Até Frankfurt ainda ofereceram jantar e café da manhã. E após todas as refeições, as comissárias ainda passavam oferecendo chá e café.

Todas as opções eram muito boas e bem servidas. O único problema é o tempero, bem característico e completamente diferente do que estamos acostumados aqui no Brasil. Lembro que em uma das minhas refeições tinha um frango com molho de amendoim e nas outras os temperos eram muito presentes. Nem tudo eu consegui comer até o fim, pelos sabores muito fortes, mas no geral a comida era bem gostosa.

Sabia que o Seguro Saúde é obrigatório para viagens à Europa?



A CONEXÃO EM ADDIS ABEBA
Eu viajei em 2014, justo quando estava tendo um surto de ebola. Por causa disso, assim que descemos do avião na Etiópia, tivemos que fazer um “teste” para verificar se não estávamos com o vírus. Era um teste super simples, apenas aproximando um aparelhinho da testa de todos os passageiros para verificar a temperatura. Como o teste deu negativo para o vírus, logo fui liberada (e acredito que todos os outros passageiros também).

Como eu iria pegar outro voo, não precisei passar pela imigração. Minha mala foi direto para a Alemanha, então estava apenas com a bagagem de mão. A espera foi um tédio, mas foi super tranquila. Passei quase uma hora tentando conectar a internet, mas não consegui. Fiquei dando voltinhas no aeroporto, por que não aguentava mais ficar sentada. Passei em algumas lojinhas, que vendem vários souvenirs e produtos típicos, mas não pude comprar nada pois eles só aceitavam a moeda local e dólar.

Meu passatempo foi prestar atenção nas pessoas que passavam por mim. Vi gente do mundo inteiro e fiquei maravilhada quando vi africanos com aquelas roupas “típicas” que vemos muito em filmes, sabem? Aquelas túnicas enormes e super largas, e aqueles chapéus com o topo reto, que depois eu descobri que se chamam Kufi.

Antes de viajar eu vi muita gente falando que o aeroporto de Addis Abeba “parecia uma rodoviária” e que era super desorganizado, mas eu achei super de boa. Apesar de super simples, achei suficientemente organizado, com lugares confortáveis para sentar, tudo limpinho e estava bem tranquilo nas duas vezes que estive lá.

Uma bela #sqn foto do aeroporto de Addis Abeba. 

Foi um voo muito cansativo e como eu estava sozinha foi bem tedioso. Mas valeu muito a pena pelo preço e pela riqueza cultural que eu adquiri nessas 52 horas de ida e volta. Eu conheci tanto sobre a cultura africana através da comida, das pessoas e do tempo que passei no aeroporto, que me encantei ainda mais pelo continente. Espero poder voltar em breve para explorar cada cantinho da África!

Quer ler sobre a experiência de outras pessoas? A Gabi Moniz e o Fabrício Faria, do Projeto 101 países, voaram para a Ásia pela Ethiopian.

Também tem a história da Camila Rocha, que passou alguns perrengues a caminho do Japão.

Leiam também: viajar de Ryanair na Europa – no blog Viajar pela Europa.

O que acharam dessa experiência? Acha que vale a pena fazer uma viagem de 26 horas para economizar nas passagens aéreas? Deixa um comentário e compartilhe conosco sua opinião!

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Débora Resende
Débora Resende

Débora, 22 anos, apaixonada por viagens e fotografia. Quanto mais eu viajo, mais eu quero viajar. Quanto mais eu conheço o mundo, mais eu me apaixono por ele…

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