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Conheça uma aldeia indígena em Aracruz, Espírito Santo

aldeia indigena cacique

Um dos motivos pelos quais eu mais amo viajar é a possibilidade de conhecer novas culturas. Quando eu descobri que meus costumes, minha forma de viver e as coisas que eu aprendi durante a vida são diferentes das outras pessoas no mundo, eu comecei a pensar: “Quem são essas pessoas? O que elas fazem? Quais são seus costumes? No que elas acreditam?” E poder descobrir tudo isso enquanto estou viajando é uma das coisas mais incríveis da vida! Quando descobri que iríamos visitar uma aldeia indígena em Aracruz durante o Pocando no ES, eu fiquei tão feliz que nem sei explicar.

Eu sempre quis conhecer uma aldeia, pois sempre tive muita curiosidade em relação à cultura indígena. Os índios são tão importantes para nossa história, mas acabamos conhecendo tão pouco sobre eles, não é mesmo? Mas em Aracruz, no litoral norte do Espírito Santo, é possível visitar aldeias e conhecer de perto um pouco mais dessa cultura.

O município é o único do estado que possui aldeias indígenas, sendo 9 no total, das tribos Guarani e Tupinikim. Alguns deles ainda preservam muito de sua cultura e outros já perderam um pouco de suas características por causa das influências dos “homens brancos”.

Nós fomos conhecer a aldeia Piraquê-açu, da tribo Guarani, e essa oportunidade foi uma das mais especiais de todo o meu ano de 2017. Se quiser conhecer um pouco mais e descobrir como você pode visitá-la também, veja minha experiência:

Aldeia indígena em Aracruz: Piraquê-açu

A aldeia Piraquê-açu é considerada uma aldeia temática, pois foi criada para servir de cenário de novelas e filmes. Quando ela já não seria mais usada para esse fim, ela foi cedida para os índios Guarani, e hoje se tornou uma atração turística para quem curte o turismo de aventura e quer conhecer mais dessa cultura.

Nós fomos muito bem recebidos pelo Cacique Karaí-Peru (ou Pedro, “no branco”) e seu filho Karaí-Mirim (Rodrigo). Eles compartilharam conosco muito de sua história e sua cultura, além do trabalho que fazem ali. Eles estão sempre cuidando do meio ambiente na região, além de receberem os turistas de braços abertos.

Karaí-Mirim teve a oportunidade de estudar Turismo e isso é motivo de muito orgulho para todos eles. Hoje ele é guia de turismo e um dos principais responsáveis por oferecer uma experiência muito legal para quem quer conhecer de perto essa cultura.

Como chegar na Aldeia Piraquê-açu?

Nós chegamos até lá de barco, pois estávamos fazendo um passeio na escuna “Princesinha do Mar”, que também vale muito a pena. Paramos em um bar flutuante, nadamos no rio Piraquê-açu e depois fomos para a aldeia. Mas, se quiser ir por conta própria, ela está localizada na Rodovia-010, perto da ponte de Santa Cruz.

Para fazer a visita, é preciso agendar diretamente com o cacique Pedro pelo telefone: 27 99606-2754. Se ainda não estiver fluente no tupi guarani, fique tranquilo que o português dele é muito bom! É preciso pagar R$20 por pessoa para fazer a visita, e as outras atrações devem ser negociadas a parte.

Nossa experiência: turismo na aldeia indígena

Além de poder conversar muito com os índios e conhecer ou entender sua história, cultura e como eles vivem atualmente, eles oferecem diversas outras opções turísticas, como trilhas, pinturas corporais com jenipapo, almoço, artesanato, etc. E o cacique nos contou que há muitos planos para o futuro próximo, como oferecer hospedagem em uma oca, a possibilidade de fazer cerimônias de casamentos seguindo os princípios da religião deles e muito mais.

Almoço na aldeia

Nós chegamos lá bem perto da hora do almoço e confesso que a fome estava grande. Eles prepararam um almoço delicioso pra gente, inclusive com comida típica. Tinha arroz, feijão, macarrão, carne de panela e inhambi, uma espécie de sopa com uma massa de trigo e frango. Eram panelas enormes e todo mundo comeu muito bem. E todos eles esperaram a gente terminar de comer e só depois se serviram.

Foi um momento muito especial, pois eu amo experimentar comidas típicas dos lugares que eu vou. Acredito que a comida diz muito sobre seu povo e é uma das melhores formas de se conhecer uma cultura. Melhor ainda foi comer uma comida feita pelos donos da casa, em um lugar tão incrível!

Dança típica

Depois do almoço eles fizeram uma apresentação de música e dança típicas, muito legal! A música era em tupi guarani e, apesar de não ter entendido uma palavra do que foi dito, até hoje eu me pego cantando-a de vez em quando. Segundo eles, a letra fala sobre a relação dos índios com a natureza, agradecendo ao sol e lamentando pela destruição que temos causado ao meio ambiente.

Essa é uma experiência única e que vale muito a pena, recomendo demais que coloquem essa aldeia indígena em Aracruz no seu roteiro pelo município. Se gostou de conhecer essa experiência, me siga no instagram para acompanhar as próximas em tempo real!

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Débora Resende
Débora Resende
Débora, 22 anos, apaixonada por viagens e fotografia. Quanto mais eu viajo, mais eu quero viajar. Quanto mais eu conheço o mundo, mais eu me apaixono por ele...

10 Comments

  • Legal saber da existência dessa aldeia no Espírito Santo. Muito interessante o trabalho que eles desenvolvem e que preserva a sua cultura. Obrigada por compartilhar.

  • Um dia de índio!
    Também tive a oportunidade de visitar uma aldeia indígena na Amazônia, uma experiência única, gostei muito!

  • Caramba que experiência fantástica! Eu quero muito fazer uma visita dessa, passar uns dias conhecendo a verdadeira cultura indígena!

  • Conhecer novas culturas é sempre um privilégio!! Adorei saber mais sobre o Espirito Santo, que apesar de perto ainda conheço pouco. Parabéns pelo post!

    • Obrigada, Gisele! Eu achei que conhecia bem o estado mas descobri que ainda tenho muuuito a conhecer! rs

  • Nossa… que experiência mais incrível! Deve ser muito interessante visitar uma aldeia indígena e conhecer mais da história e cultura dos índios. Adorei o relato.

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