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Planejar viagem: passo a passo para fazer um mochilão pela Europa

Miniature businessman on map of Europe. Color tone tuned

Se você sempre sonhou em fazer um mochilão pela Europa, mas não sabia por onde começar o planejamento, você acabou de clicar no post certo! Planejar viagem pode ser um pouco complicado em algumas situações, mas com esse passo a passo super completo vai ficar muito mais fácil!

Na verdade, esse post vai te ajudar independente do tipo de viagem para a Europa que você pretende fazer. Desde viagens de luxo até mochilões bem econômicos, as etapas do planejamento são basicamente as mesmas. Mas, aqui, além de aprender a se organizar direitinho, você ainda leva de brinde algumas dicas para economizar durante a viagem. Demais, né?

Antes de tudo, vai uma dica muito importante: planeje-se com o máximo de antecedência possível! Assim você encontra os melhores preços e as melhores opções de hospedagem, passagens e tudo mais que precisar para seu mochilão pela Europa. Agora, veja as outras dicas:

01. Planejar o roteiro

O primeiro passo para planejar qualquer viagem é pensar em quais países ou cidades você quer conhecer. É importante já ter o roteiro em mente, pois assim você vai ter uma ideia de quantos dias serão necessários, qual a melhor época do ano para ir e vai começar a planejar os outros detalhes a partir daí.

É claro que nesse momento você não precisa de um roteiro detalhado. Além disso, o planejamento inicial pode ir se alterando ao longo do tempo. Mas, é preciso ter um ponto de partida, até para você saber por onde começar a pesquisar.

Minha sugestão é conversar com amigos que já visitaram a Europa, ler blogs e ver vários vídeos sobre o assunto. Assim, você vai conhecendo as cidades aos poucos e já vai descobrindo quais você mais gosta e quer conhecer. Aqui no blog tem muitos posts sobre diversas cidades européias!

Quantos dias ficar em cada cidade?

Lembre-se: quantidade não é sinônimo de qualidade. Um erro muito comum entre os mochileiros, principalmente os de primeira viagem, é querer conhecer a Europa inteira em um mês. Sinto informar, mas isso é impossível! Eu também já cometi esse erro e sei como a gente se sente enquanto planeja uma viagem assim. Tudo parece tão perto e tão acessível que dá vontade de dar um pulinho em cada país para aproveitar a viagem.

Mas, se você der um pulinho em cada país, você não vai aproveitar a viagem. Quanto mais cidades você quiser conhecer em uma viagem só, mais deslocamentos você terá que fazer e mais tempo você perde dentro de um avião ou de um trem, tendo menos tempo para, de fato, conhecer as cidades.Confie em mim: visitar uma cidade com pressa e não ter tempo de conhecer tudo o que queria, além de super cansativo, é bem frustrante!

Então, não tente montar um roteiro curto com várias cidades, principalmente se forem em países diferentes. Faça muita pesquisa sobre as cidades que quer conhecer e veja qual a indicação de quem já foi. Geralmente, o indicado para as capitais e grandes cidades européias é no mínimo 5 dias, e 3 dias para as cidades menores.

Mas, é claro, quanto mais tempo ficar em uma cidade, melhor você poderá conhecê-la. É muito gostoso poder conhecer uma cidade além de seus atrativos turísticos. Poder caminhar “sem rumo” e sem pressa pelas ruas, descobrir lugares incríveis que não estão nos roteiros comuns, poder se aprofundar na cultura do local… Isso é incrível!

02. Pesquisar passagens aéreas

Depois que você já tiver uma noção dos países e cidades que quer conhecer, você pode começar a pesquisar as passagens aéreas. Se já tiver definido a data de suas férias ou escolhido em que época quer visitar os países de seu roteiro, pode ser um pouco mais fácil fazer essa pesquisa.

Por outro lado, se você tiver datas flexíveis, há bastante chances de economizar com as passagens. Se puder ir na baixa temporada, os preços costumam ser bem atraentes.

Uma dica bem legal é comprar o voo de ida chegando em uma cidade e o voo de volta saindo de outra, assim você economiza um deslocamento. Por exemplo: você pode fazer Brasil > Madri e depois Paris > Brasil. Assim você não precisa voltar para a primeira cidade que você esteve apenas para pegar o voo.

Meu clichê favorito ❤ #foconomundo

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Onde buscar passagens?

Para começar a fazer a pesquisa de preços, a melhor maneira é através de buscadores de passagens. Você coloca seu destino e origem, as datas de ida e de volta e os buscadores te mostram os preços de várias companhias de uma vez, o que torna a busca bem prática.

Existem vários buscadores de passagens, e vale a pena pesquisar em vários deles. Primeiro, porque eles podem mostrar valores diferentes. Segundo, porque alguns mostram algumas companhias que não são mostradas em outros.

Os que eu indico são: Voopter, Decolar, Skyscanner, Submarino Viagens e Google Flights. Há também os sites que buscam passagens através de milhas de outras pessoas, o que pode te gerar um bom desconto, como o 123 Milhas e o MaxMilhas.

Mas, e na hora de comprar as passagens? Eu indico que você pesquise nos buscadores e depois compre diretamente no site da companhia, pois as chances de dar qualquer problema são menores. Porém, em alguns casos, os buscadores podem ter preços menores que as próprias cias aéreas. Eu já comprei pelo Decolar e não tive problema nenhum, mas sei de vários casos de pessoas que passaram por vários perrengues. Então, vai da sua coragem de arriscar e da sua sorte.

Quais companhias aéreas voam do Brasil para a Europa?

Nós temos uma boa lista de companhias aéreas que fazem voos entre Brasil e Europa. A grande maioria dos voos saem do aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, mas também é possível sair de algumas outras capitais.

Minha primeira viagem para a Europa foi pela Ethiopian Airlines, uma opção bem econômica mas pouco prática. Na segunda vez, fui de Latam e foi ótimo! Conheço pessoas que já viajaram de Condor e detestaram e também quem foi de TAP e não tem o que reclamar.

Outras companhias que voam para o continente europeu são: Alitália, KLM, Ibéria, Lufhtansa, Air France, Avianca, etc.

03. Deslocamento entre cidades

Depois de comprar as passagens aéreas, é hora de comprar o deslocamento entre as cidades. As maneiras mais comuns de viajar dentro da Europa são de avião, ônibus e trem. Cada uma tem vantagens e desvantagens, mas todas costumam ser ótimas! Eu escolho sempre a opção mais barata.

Minha dica para encontrar a melhor opção de deslocamento na Europa é o site/app GoEuro. Eu sempre usava ele, para pesquisar e comprar as passagens. Ele mostra os preços de várias empresas de ônibus, trem e avião para o destino e as datas que você escolher.

Avião – Lowcost

Uma coisa maravilhosa que existe na Europa são as companhias aéreas “low cost”, ou seja, que possuem um custo baixo. Se comprar com antecedência, você consegue voos de um país para outro por 5 ou 10 euros, super barato! Mas, como nada é perfeito, existem alguns poréns…

Nas lowcosts, você só tem direito ao seu assento e a uma mala de mão. Se quiser despachar bagagem tem que pagar, se quiser fazer check-in no aeroporto tem que pagar (façam antes, online!!!), se quiser comer alguma coisa tem que pagar…

Nada disso é um grande problema para mochileiros, mas é bom ler as letrinhas pequenas nos sites das companhias antes de fazer a compra. Lembrando que as regras podem variar de uma empresa para outra. As companhias mais populares, que eu já voei e indico, são Rayanair e Easyjet.

Ah, a maior desvantagem de viajar em lowcosts na Europa: os aeroportos costumam ser bem distantes do centro das cidades, e você ainda tem que chegar lá com certa antecedência. Isso faz com que uma viagem de uma hora dentro do avião se transforme em 5 ou 6 horas desde a hora que você sai de um hostel e chega em outro.

Trem e ônibus

Aqui no blog já tem um post bem legal sobre viagem de ônibus pela Europa e lá eu dei várias dicas sobre meu meio preferido de viajar pelo continente. As principais vantagens são: é super barato e as rodoviárias são (quase) sempre no centro da cidade, muito bem localizadas. A desvantagem é que demora um pouco, mas, dependendo da distância você gasta menos tempo indo de ônibus do que de avião.

Já os trens são excelentes! Eu não usei muito esse meio de transporte porque ele costumava ser um pouco mais caro, mas vale muito a pena pela rapidez e pelas estações que também são muito bem localizadas. Na verdade, a maioria das rodoviárias ficam dentro das estações de trem.

04. Reserva de hospedagem

Agora que você já tem todas as passagens compradas e já sabe as datas que estará em cada cidade, é hora de começar a reservar sua hospedagem! Atenção: é obrigatório reservar sua hospedagem antes de chegar na Europa, pois o oficial da imigração pode te pedir os comprovantes. Além disso, reservando com antecedência você encontra opções melhores e mais baratas.

Aqui no blog tem alguns posts sobre hospedagem que podem te ajudar bastante:

Hostel x Apartamento

Já me perguntaram algumas vezes se eu prefiro ficar em hostel ou em apartamento, mas eu não sei responder essa pergunta. Eu sempre pesquiso os dois e escolho o que tiver um custo x benefício melhor.

A vantagem do hostel é que, mesmo se você preferir ficar em quarto privativo, você acaba conhecendo pessoas legais e a vibe do lugar é incrível. Já os apartamentos ou studios são mais privativos e, provavelmente, mais confortáveis. Eu realmente adoro as duas opções e sempre escolho o que tiver o melhor preço em uma boa localização.

Dicas de sites para reservar hospedagem na Europa

Eu sempre indico o Booking para quem quer reservar hostel e o Airbnb para quem quer ficar em apartamento ou studio.


Booking.com

O Booking é excelente por vários motivos. Ele oferece cancelamento gratuito para vários hostels e alguns não precisam de cartão de crédito para fazer a reserva. Além disso, qualquer problema que você tiver com o hostel, o próprio Booking resolve para você.Eu já tive reservas canceladas duas vezes pelos hostels e, no mesmo e-mail que o site me avisava sobre o cancelamento, ele já me dava outra opção bem parecida, com o mesmo valor.

O Airbnb também é ótimo e, nesse caso, eu nunca tive problema de cancelamento ou algo do tipo. Todas as minhas experiências foram ótimas e eu não precisei de suporte do site, mas sei que ele é super confiável! Ah, e se quiser um desconto para fazer sua primeira reserva lá, é só clicar nesse link e fazer seu cadastro no site.

Carta convite

Se você for na casa de um amigo ao invés de ficar em um hostel ou apartamento do Airbnb, você precisa ter uma carta convite para provar na imigração que tem onde ficar. Se pesquisar no Google por “carta convite Europa” vai encontrar diversos modelos.

Na primeira vez que eu viajei para lá, levei a carta que meu namorado fez, pois iria ficar na casa dele. Ele escreveu, assinou, me mandou uma cópia por e-mail, eu imprimi e levei. Mostrei na imigração e deu tudo certinho. Muita gente fala que precisa ser a via original e ainda precisa autenticar em cartório, mas, pelo menos na Alemanha, não precisei de nada disso.

05. Seguro saúde

“Eu tenho mesmo que fazer um seguro para viajar para a Europa?” SIM! Além de ser obrigatório e poder ser solicitado na imigração, isso vai te gerar uma grande economia e, claro, muito mais segurança caso você precise de uma consulta médica, internação ou qualquer coisa do tipo.

É óbvio que ninguém viaja para a Europa pensando em parar no hospital, mas o problema é que a gente nunca sabe o que pode acontecer. Então, é melhor prevenir do que remediar!

Se você vai para o Espaço Schengen, a exigência é que o seguro cubra no mínimo 30 mil euros em despesas médicas. Eles não exigem o seguro viagem, aquele que cobra extravio de mala, retorno antecipado, nem nada do tipo, apenas despesas médicas. Mas, já que você vai pagar o seguro saúde, por alguns reais a mais você pega o seguro viagem e curte seu mochilão com muito mais tranquilidade.

Para contratar o seguro viagem eu sempre indico a Real Seguros, que compara os preços de várias seguradoras de uma vez e você pode fazer a compra por lá mesmo. Muitas vezes os preços da Real são mais baixos que a própria seguradora, mas, pode ficar tranquilo! É super confiável!

06. Documentos obrigatórios para passar na imigração

Nós, brasileiros, não precisamos de visto para entrar na Europa. Mas, como em qualquer outro lugar do mundo, temos que passar pela imigração para que o oficial carimbe nosso passaporte, autorizando nossa entrada. “Então quer dizer que eu posso ser impedido de entrar na Europa ao chegar lá?” Sim, mas isso só vai acontecer se desconfiarem que você quer ficar lá ilegalmente.

No link acima tem várias dicas para passar pela imigração sem ter problemas. O mais importante é levar todos os documentos exigidos e o máximo de comprovações de que você vai voltar para casa.

Os documentos obrigatórios são:

  •  Passaporte
  •  Passagem de volta para o Brasil
  •  Comprovação de hospedagem ou carta convite
  •  Comprovação de quem tem condições de bancar toda a viagem
  •  Seguro saúde

Além desses documentos, você pode levar comprovante de matrícula, carteira de trabalho ou qualquer coisa que prove vínculo de trabalho, documento do carro, escritura da casa e qualquer outra coisa que mostre que você tem vínculos com o Brasil e que vai voltar para casa.

É importante tirar uma cópia impressa de cada documento e deixar com alguém de confiança no Brasil, além de uma cópia digital em seu e-mail. Assim, caso você os perca enquanto estiver viajando, será muito mais fácil resolver o problema na embaixada brasileira.

07. Comprar moeda estrangeira

O próximo passo, que eu sempre deixo para resolver aos 45 do segundo tempo, é comprar a moeda estrangeira. A melhor opção é comprar euros, já que essa é a moeda oficial da maioria dos países europeus. Se for para a Inglaterra, compre algumas libras esterlinas, pois eles não aceitam euros por lá.

Para países que usam outras moedas, a dica é levar euros e trocar pela moeda local quando chegar lá, já que algumas delas você nem encontrará aqui no Brasil.

Qual a melhor forma de levar dinheiro para a Europa?

Essa é uma pergunta muito comum! Dinheiro em espécie? Cartão de crédito? Cartão pré-pago?

Não vou me delongar muito nesse assunto, mas na minha opinião as melhores opções são o dinheiro em espécie e o cartão pré-pago.

Dinheiro em espécie é imprescindível, pois você vai precisar deles em lugares que não aceitam cartão, ou no caso de seu cartão, por qualquer motivo, não funcionar em algum momento. Mas, eu não gosto de levar o valor total em espécie, porque se perder esse dinheiro, é impossível recuperar.

Então, gosto muito de levar a maior parte no cartão pré-pago, porque se acontecer qualquer coisa é possível bloqueá-lo e usar o cartão reserva. Também é ótimo pois você não tem surpresa e nem tem que pagar mais caro, caso o euro suba. E, ainda, é possível sacar dinheiro em qualquer país usando esse cartão.

Ufa! Agora, o próximo passo é preparar as malas, entrar no avião e curtir muito sua temporada em terras europeias! Fazer um mochilão pela Europa é uma experiência incrível, e a emoção já começa durante o planejamento. Planejar viagem é uma delícia, e dá uma enorme satisfação a cada passo que você conclui!

Se gostou dessas dicas, não deixe de ler os outros posts sobre a Europa! Além disso, deixe um comentário no blog e compartilhe suas dicas e dúvidas conosco!

Leia também: Como era mochilar na Europa em 1995, no blog Atravessar Fronteiras.

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Débora Resende
Débora Resende

Débora, 22 anos, apaixonada por viagens e fotografia. Quanto mais eu viajo, mais eu quero viajar. Quanto mais eu conheço o mundo, mais eu me apaixono por ele…

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