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As experiências de um intercâmbio na China

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O Matheus Crespo tem 22 anos e morou na China durante dois anos, para estudar. Ele escreve no blog O baú do viajante e compartilhou essa experiência tão diferente com a gente!
Vou morar na China!
“Está doido Matheus?” “Vai fazer o que na China?” “Gente, tanto lugar pra
ir…” “Meu filho, não quer procurar um lugarzinho mais perto não?”
Foi mais ou menos essa a reação que quase todo
mundo teve antes de eu me mudar pra China. Se você também está se perguntando
porquê raios eu resolvi fazer isso, deixa eu te contar… Bom, eu sempre tive
muita curiosidade em conhecer a Ásia, é uma coisa que eu nem sei como explicar
direito. Mas sabe quando você pensa num lugar e dá um friozinho na barriga, uma
vontade gigantesca de entender como aquele lugar funciona, como as pessoas
vivem, se era como nos filmes ou não…? Então, era bem esse friozinho que eu
sentia toda vez que a palavra Ásia passeava pela minha cabeça. 
Mais tarde eu
descobriria que a minha porta de entrada seria a China. Fui pra China estudar, e sem dúvidas foi uma
das melhores decisões que já tomei na vida. A oportunidade surgiu através do
programa Ciência sem fronteiras, do governo federal, e assim consegui uma bolsa
pra estudar na gigante asiática. 
Os chineses:
Muitas coisas fizeram com que eu me encantasse
com a terra dos olhinhos puxados, até chegar ao ponto de chamá-la de lar. Os chineses, em geral, são muito receptivos com
os estrangeiros. Eles sabem que, principalmente por conta da língua e da cultura,
as chances da gente ter alguma dificuldade são grandes. As vezes se perder, as
vezes não ter muita certeza do que comer, ou não conseguir fazer alguma coisa,
mesmo que simples. 
Então, sempre tive a sorte de encontrar muitas pessoas que me
ajudaram. Na rua principalmente, não dá nem pra contar a quantidade de vezes
que precisei perguntar alguém um endereço e as vezes a pessoa até me acompanhava
até o local. Isso realmente não tem preço. Se sentir querido e bem recebido
numa terra estranha é as vezes uma das coisas mais transformadoras quando
estamos longe.
A comida:
Mas e as comidas estranhas? Os grilos,
gafanhotos, escorpiões, ratos, baratas, cachorros, cobras…. Você comeu?  Essa foi a pergunta mais recorrente.
E a resposta é um belíssimo não, o motivo é
muito simples: tudo isso ainda existe na China pra turista ver. Então não era
uma coisa que eu encontrava no meu dia-a-dia. Os meus amigos chineses também
não comiam isso. Em algumas regiões da China, carne de cachorro ainda é
bastante consumida, como na província de Guizhou por exemplo, mas em outros
lugares não. 
Quando minha família foi me visitar lá, eu levei eles no mercado
em Pequim onde tem os espetinhos de inseto. Mas me recusei a gastar o dinheiro
que daria pra uma refeição inteira, só pra comprar um espetinho com 3
escorpiões. Isso não faz parte dos hábitos dos chineses, tudo isso teve origem
na época em que a China passou pela grande fome. Mas hoje é só uma fonte de
renda em alguns locais turísticos. 
Eu comi sim muita coisa gostosa na China,
uma coisa bem boba mas que eu adorava comer era beringela. Tenho uma teoria de
que os chineses fazem os melhores pratos com beringela e carne de porco do
mundo. Fica a dica aí haha. Contei minhas comidas chinesas preferidas lá no meu blog.
Turismo na China:
Morar na China me deu a chance de conhecer
muitos lugares incríveis, desde atrações históricas e culturais até paisagens
naturais. Consegui até encontrar paraísos com o céu azulzinho, igual ao que
temos aqui no nosso Brasilzão. O que mais me chamou atenção na China como um
destino turístico, foi a diversidade cultural que o país tem, cada província,
cada região oferece diferentes atrativos. Em outras palavras, cada lugar que
você vai a comida é de um jeito, o dialeto também muda, os costumes, as vezes a
arquitetura, o clima… Então não espere encontrar um padrão na China inteira,
porquê pra nossa sorte, não há. Viajar por lá, logisticamente é bem fácil, dá
pra chegar em quase qualquer lugar de trem.

Perrengues chineses:
Claro que viver do outro lado do mundo gera
umas histórias bem engraçadas, né? Principalmente quando os nosso queridos
amigos chineses, resolvem não ser tão queridos assim. Me lembro bem de uma
discussão acalorada no Mc Donald’s por causa de um estrangeiro atrevido que
achou que tinha o direito de pedir 5 ketchups pra comer o lanche. Claro que
esse estrangeiro era eu, hahaha! Sim, isso aconteceu e, segundo o gerente, 5
sachês é ketchup demais. 
E o que falar das pessoas que insistiam em dizer que
minha carteirinha de estudante não servia pra pagar meia? Detalhe, num lugar
onde eu já tinha pagado meia muitas vezes. Sem contar os restaurantes que
insistiam em servir comida apimentada ou se diziam incapazes de cozinhar sem
pimenta. 
Tudo isso me rende boas risadas até hoje! Tudo bem que na hora mesmo, eu queria abrir a cabeça da pessoa pra ela entender meu ponto de vista, que pra
mim era extremamente simples. Mas depois descobri que a magia de viver numa
cultura diferente está justamente aí. Perceber que a gente não vai conseguir
abrir a cabeça de ninguém pra mostrar que estamos certos e aprender a lidar com
isso é maravilhoso.  Se ficou curioso, você pode ler o post sobre esse lado mais esquisitão dos chineses


A melhor parte:
O que fez a China se tornar tão especial pra
mim foi a sensação de todo dia descobrir algo novo, mesmo depois de dois anos. Não precisava mais que uma caminhada no bairro onde morava pra ver alguma coisa
diferente. Esse sabor de descoberta que eu sentia todos os dias, era sem
dúvidas o ponto mais estimulante de viver num lugar tão distante e
diferentão.  
Sabe àquela sensação de que
sua vida nunca vai ser monótona e que você não vai esgotar a fonte de
descobertas do lugar onde você está? Então, é bem disso que eu estou falando.
Fosse aprendendo uma palavra nova no letreiro de uma loja, experimentando um
petisco diferente ou encontrando um grupo diferente de senhoras dançando na
praça. Tudo era um convite para o novo e é por isso que eu amo a China!

Que experiência incrível, né? Se gostou, acompanhe o Matheus nas redes sociais! Facebook e Instagram

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Débora Resende
Débora Resende

Débora, 22 anos, apaixonada por viagens e fotografia. Quanto mais eu viajo, mais eu quero viajar. Quanto mais eu conheço o mundo, mais eu me apaixono por ele…

13 Comments

  • Que irado! Eu acho que a gente volta muito evoluído depois de lidar com povos e culturas muito diferente da nossa, a gente abre a cabeça para muita coisa, tenho certeza que a experiencia foi maravilhosa!

  • Fazer um intercâmbio deve ser maravilhoso! Pensei que realmente comiam os insetos na China e lendo o post descobri que a maioria que isso não faz parte dos hábitos da maioria dos chineses! Gostei muito do post!

  • Fazer um intercâmbio sempre é um experiência única. Passei dois anos na Irlanda e foi ótimo! Mas eu já sabia inglês e o choque cultural acredito que não tenha sido tão grande. Parabéns pela coragem de tentar algo novo e pela experiência!

  • Putz que experiências espetaculares podemos obter na China né não!? Eu certamente comeria tudo que visse na frente só pra saber o gosto que tem hehehe Abração e parabéns pelo post!

  • A China está na minha lista. Que lugar incrível deve ser! Adorei ler suas experiências, muito divertidas! E sobre os insetos, passei pela mesma coisa na Tailândia e concordo com o que vc disse sobre ser para turista ver.

  • Bom artigo para quem tem curiosidade em conhecer a China como eu. Ainda por cima pratiquei Kung Fu e adorava ir ao Templo de Shaolin. Parece ser um país muito espiritual. Mas também, com o tamanho incrível que tem, a China deve ter de tudo.

  • Gente, que sensacionaaaaal! Dá um frio na barriga só de pensar em ir para um país como a China, onde não conseguiria entender as placas. Mas parace ter sido divertidissimo e uma experiência que abriu muito a cabeça. E olha, 5 pacotes de ketchup (ou maionese, no meu caso), não é demaaais não! hahahah

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